Texto: Marcos Reche
Fotos: Equipe Hirashima
Miguelópolis – SP, situa-se as margens do lado paulista do Rio Grande divisa com o Estado de Minas Gerais. O reservatório se formou a partir da construção de uma usina hidroelétrica, o tucunaré tem reinado e transportado muitos pescadores para a região.
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A cidade oferece diversas opções de hospedagem, havendo hotéis e pousadas a disposição do pescador, onde barcos com motor de popa, elétrico e piloteiros são contratados. Boas acomodações, alguns até com piscina, refeições disponíveis em restaurantes próximos do porto de embarque das pescarias ou na cidade. |
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Informações em Sorocaba – SP, tel.: (15) 9771-2075 ou (15) 222-8884 com Zé.
A cidade está a 450 km de São Paulo e 132 km de Ribeirão Preto.
Saindo de São Paulo pegue a Via Anhanguera passando por Ribeirão Preto e após a s
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aída para acidade de Guará haverá um posto de pedágio,
siga por mais 10 km e saia a esquerda no sentido a Miguelópolis que
estará a 27 km de distância.
A excursão para Miguelópolis é promovida pela Equipe Hirashima que utiliza van ou ônibus de turismo, com saídas nas sextas-feiras. |


O tucunaré (Cicla ocellaris), natural da Bacia Amazônica, foi introduzido na região por apeixamento. Duas espécies são encontradas, o azul e o amarelo.
Além do tucunaré, também é encontrado uma variedade de espécies que garantem ótimas opções para a pescaria: corvina, barbado, pacus e piaus.
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Os tucunarés estão junto às galhadas, bicos de grotas e fundo de grotas, nas pedras, nos capinzais e entorno de vegetação flutuante. O amarelo até ataca as iscas em águas mais turvas, mas o azul só em águas mais translúcidas. Vara Plaway modelo Junior Dream para molinetes de 1.50 m de comprimento para linhas de 10 a 15 lb de resistência, um molinete Plaway modelo FM 30 que comporta 100 metros da linha Plaway modelo Super-Cast de 0,30mm de diâmetro com 8,8 kg de resistência. |
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Vara Plaway modelo Amazon de ação rápida de 1.65 m de comprimento para linhas de 8 a 20 lb de resistência, uma carretilha Plaway modelo Smart RB 5000, que comporta 170 metros da linha Plaway modelo Super-Cast de 0,35mm de diâmetro com 9,9 kg de resistência.
A carretilha ou o molinete deverá estar travado pois ao iniciaremos o trabalho de recolhimento não poderemos deixar sair nada mais de linha para que o peixe não consiga entrar nos enroscos. As iscas artificiais de 5 a 10 cm de comprimento completaram o conjunto, sendo que algumas de superfície do tipo, popper com a boquinha, as hélices, as sticks e as zaras que fazem um zig e zague na superfície. As iscas de meia-água também poderão ser usadas. Um cuidado é a colocação de um líder com linha transparente e de maior resistência à frente da linha de pesca junto à isca, a função desse pedaço de linha de um metro no máximo é evitar o rompimento da linha principal quando do ataque do peixe ao ralar na serrilha da boca poderia se romper. Outro cuidado é após a briga com o tucunaré observe a condição desse líder se estiver ralado, seja prevenido, substitua imediatamente.
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No primeiro instante da pescaria á preocupação será em descobrir o tipo de isca, a cor, a maneira (velocidade) de trabalhar com ela e geralmente nesse primeiro dia ou nessa manhã de pesca esse será o grande assunto até começarmos a ter as primeiras ações, poderemos até ser afortunados e acertarmos de cara escolhendo a isca na cor ideal e trabalharmos da forma (velocidade) preferida pelo peixe. Quando isso acontecer finalmente iniciamos a pescaria. |
Em Miguelópolis não existe muito mistério com os peixes que atacam muito bem qualquer isca que se trabalhe na água.
| Nesse dia os peixes
estavam preferindo as iscas do tipo lelé e tantã, fabricadas pela Borboleta,
as mais barulhentas não estavam atraindo tanto os tucunarés, eles atacavam mas
com menor intensidade.
O trabalho mais lento, isso é, a isca se movimentando em toques curtos e com uma paradinha antes do próximo toque, se tornava extremamente sedutora para o bocudo que não a rejeitava de forma nenhuma. As cores que identificamos como as melhores foram: a branca com dorso verde claro ou rosa; a totalmente branca; a listada com verde nas costas, amarelo no meio e vermelho na barriga. Essas foram a que apresentaram melhores resultados. |
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A infinidade de pontos disponíveis em Miguelópolis possibilita uma navegação tranqüila e próxima da cidade, podendo até voltarmos para o almoço e em seguida retornarmos ao encontro dos tucunarés.
| Um outro peixe muito procurado na região é a corvina de água doce também conhecida por corvina do Piauí, um peixe fácil de capturar com lambaris e que até assustam pelo tamanho de alguns exemplares podendo ultrapassar os três quilos com facilidade, o complicado na pesca da corvina está no fato de não conseguirmos devolve-la para a água uma vez que ao subir a superfície tem a bexiga natatória totalmente estufada e saído pela boca, | ![]() |
portanto na captura deve-se levar em conta que todos os peixes deveram ser consumidos e quando a cota estiver completa é só parar de pescar.
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Voltando a falar do tucunaré observamos que a quantidade desses peixes em Miguelópolis chega a assustar, explico, os cardumes de peixes com tamanho até um palmo, uns 13 a 16 cm de comprimento estão por toda a parte e até ao lado do porto de embarque dos barcos é possível com pequenas iscas brincar com esses peixinhos. Concluímos que às condições de proliferação e manutenção do estoque, desse peixe tão procurado pelo pescador esportivo em Miguelópolis estão assegurados, observando-se que não exista a pesca profissional e que a pesca esportiva seja controlada o sucesso de Miguelópolis estará garantido. |
Diversas outras aventuras aguardam o pescador na Revista Pescador número 36 que estará nas bancas a partir de julho de 2001 e um cupom onde o você concorrerá a uma viagem inteiramente grátis para pescar grandes tucunarés na Amazônia. Por isso não perca seu exemplar e reserve no jornaleiro.
Marcos Reche atende os leitores pelo telefone (11) 4361-1266 ou via internet marcosreche@ig.com.br