COMO FAZER O "PESQUE E
SOLTE" .............
...........voltar
Sempre fiz questão de divulgar a prática do Pesque e Solte, pois entendo que
é uma forma de termos assegurado o direito de nossos filhos e netos pescarem nas mesmas
condições e com a mesma fartura de peixes, de várias espécies, que temos hoje. O
pesque e solte é o melhor presente que você pode dar a um amigo.
Naturalmente a intenção que temos com o pesque e solte, por mais que possa
parecer o contrário, não é, absolutamente, soltar tudo que se pesca. O objetivo é
soltar o excesso de peixes, levando consigo apenas alguns exemplares, suficientes para
consumo próprio. Afinal, comer o peixe que se pesca é um grande prazer.
Porém, infelizmente, não se trata apenas de soltar o peixe capturado. Alguns
cuidados devem ser tomados para que a operação seja um sucesso.
Procure seguir as dicas abaixo:
- Use sempre o equipamento adequado para sua pescaria, principalmente no tocante
ao tamanho do peixe a ser pescado, evitando equipamentos muito leves, levando à brigas
muito longas, que podem causar um strees irreversível ao peixe, que, mesmo libertado,
morre poucos dias depois devido sua grande produção de ácido lácteo durante esforços
prolongados.
- Use sempre anzóis sem farpa. Você pode amassar a farpa de seu anzol com um
alicate ou desgastá-la com uma lima de ferro.
- Retire os peixes da água sempre com o auxilio de um puçá de tamanho adequado,
evitando o contato excessivo com as mãos. Para certas espécies (carpas cabeçudas,
trutas, etc...) mais sensíveis, aconselha-se a ratirada do anzol com o puçá dentro da
água.
- Nunca deixe que o peixe caia no chão ou no fundo do barco.
- Para as espécies sem dentes, uma boa dica é segurá-los pelo maxilar inferior.
Não machuca e mantem o peixe imóvel.
- Nunca enconte nas guelras do peixe.
- Para soltá-lo, segure-o com uma mão por baixo sem aperta-lo e pelo rabo com a
outra mão. Após colocá-lo na água, espere que se recupere e saia de sua mão com as
próprias forças, evitando a ação de predadores caso seja solto debilitado ou cansado.
- Procure passar a mão o menos possível em seu corpo, evitando retirar a camada
de limbo que os protege da ação dos parasitas.
- Não se esqueça de estar munido de máquina fotográfica ou filmadora para
registrar o "bicho". Porém, procure fazer esta operação rapidamente, evitando
deixar-lo fora da água por mais de dois minutos.
- A coagulação nos peixes é quase inexistente, portanto um sangramento pode ser
fatal. Não solte peixes que tiveram grande sangramento. Eles morrerão com certeza.
Depois que adquirir um pouco de experiência nesta prática, você poderá
deixar uma placa de identificação nos peixes que pegou, com mensagens para os próximos
pescadores que pegá-los, solicitando soltá-lo novamente e que entrem em contato com
você. O resultado é surpreendente.
Eu garanto que você vai sentir, no ato de soltar o peixe, tanto prazer quanto
sentiu em pegá-lo.
Mande-me um e.mail relatando sua experiência.
Tchello.