FLY EM PESQUE E PAGUE
Sei que não sou o primeiro a escrever sobre esse assunto. Apenas quero contar minha experiência e divulgar as técnicas que utilizei para obter êxito em uma pescaria com equipamento de fly em pesque e pague.
| Quando se começa a pescar de fly, adquirimos uma espécie de doença que nos leva a praticamente esquecer os outros equipamentos de pesca que temos. Queremos apenas pescar com fly. Pensando nisso, é que resolvi testar o uso em pesqueiros seguindo algumas dicas de amigos e de alguns artigos de revistas em companhia de meu amigo Théo. | ![]() CARPA CAPTURADA PELO THÉO |
Para esta experiência, usei uma vara 6, linha floating e vários tipos de isca.
AS ISCAS
Dado que os peixes nos pesqueiros se alimentam basicamente de ração, as iscas que dão mais resultados são as que imitam um grão de ração. Algumas destas iscas são muito fáceis de confeccionar, apesar de encontrarmos todas elas para vender em lojas de artigos de pesca. Nem sempre a imitação é perfeita, mas, por algum motivo, os peixes se enganam mesmo com formatos e cores bem diferentes da ração original.
Usei as seguintes iscas:
| Hair ball Trata-se de uma bolinha atada com pelos de cervo. De todas as iscas talvez é a que melhor funcione, apesar de encharcar um pouco depois de algum tempo na água, começando a afundar, o que não é muito legal. Podem ser feitas em várias cores, tamanhos e formatos (mais redondas, mais alongadas, etc...) |
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| E V A Trata-se de pequenos discos (como um comprimido) arredondado em uma das faces, construídos com E V A, que é uma espécie de borracha, parecida com a usada na fabricação de chinelos. As cores são as mais variadas possíveis. As que me deram melhor resultados foram as cinza escuro, marron, bege, amarelo, branco e vermelho. O tamanho também é outro aspecto a se levar em conta. As carpas húngaras, espelho e capim preferem as iscas bem pequenas. Já as tilápias e piaus atacam melhor as iscas maiores. |
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| Rolha Pequenos pedaços de rolha de garrafa talhados na forma de um grão de ração colados no anzol. |
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A TÉCNICA
![]() CARPA COM O HAIR BALL NA BOCA |
A pescaria acontece com uma ceva de ração flutuante. Jogue a ração o mais longe possível, espere os peixes subirem para comer e aí pinche ao lado da ração arremessada, não no meio dela, e espere que a sua isca seja a escolhida pelos peixes. Procure deixar a sua linha esticada, porém sem mexer a isca de lugar, para que ela haja exatamente como os grãos de ração que estão ao lado. A maioria dos ataques ocorrem pouco depois do momento do arremesso, portanto espere um pouco e se não houver ação na isca pinche novamente na direção dos peixes que já estão subindo na superfície. Importante é não abusar do false cast na hora do pincho pois assusta os peixes. |
Pinche de uma só vez, um back cast e apenas um foward cast.
Segure a linha firmemente durante todo o tempo pois a pegada é forte e a corrida do peixe é muito violenta.
O resultado é surpreendente. Funciona mesmo. Naturalmente como estamos pescando com isca e linha flutuante, só obtemos êxito com os peixes que sobem para comer na superfície. Portanto entendo que tal modalidade de pesca seja mais produtiva no verão, onde uma quantidade maior de espécies sobem para comer.
| Obtive resultados com tilápias a carpas húngara, capim e espelho e sempre no final do dia, onde ocorre uma maior atividade na superfície. Não raro no inverno é que se consiga resultados com cat fishies e até mesmo pintados e cacharas, porém não tive esta sorte. No verão é comum a captura de quase todas as espécies existentes nos lagos dos pesqueiros (pacú, tambacú, matrinxã, piraputanga, tilápias, carpas, etc...), aconselhando-se até mesmo o uso de equipamento mais pesado. | ![]() |
Espero que este relato e estas dicas te ajudem a conseguir utilizar o fly em pesqueiros. Garanto que vale à pena.
Tchello