Como Pescar Traíras

 

A traíra (Hoplias Malabaricus) é encontrada praticamente em todos os rios, represas e lagoas do Brasil. 

Esta família conta com 12 espécies diferentes, medindo até 50 cm e pesando até 5 quilos, além de outras duas, de outra família, muito parecidas, que são o Jeju e o Marobá.

Na região norte se encontra a maior da espécie (Hoplias Macrophtalmus), o chamado Trairão, podendo chegar normalmente a mais de 15 quilos de peso.

 É carnívora, e se alimenta de animais vivos ou mortos.

Iscas naturais.

As mais comuns são filés ou pedaços de outros peixes, coração e fígado de boi, pequenos peixes inteiros, vivos ou não, minhocas e minhocoçús. 

A pescaria pode ser realizada com vara lisa ou munida de molinete ou carretilha. 

A Traíra costuma se encontrar em locais rasos, com pouca correnteza, próxima a margem, junto à vegetação e galhadas. Muito nervosa, ataca qualquer coisa que faz barulho, portanto uma boa dica, é enfiar a ponta da vara na água e fazer movimentos bruscos de tempo em tempo, para atrair sua atenção. Possui uma dentição muito forte e afiada, tornando indispensável o uso de encastroado na pescaria.

Pode ser pescada “no visual”. Quando localizada, lança-se a isca na sua frente e com movimentos bruscos, é só observar o seu ataque. Às vezes fica totalmente inerte e não ataca nenhum tipo de isca, parecendo estar dormindo.

Iscas artificiais.

Apesar de atacar quase tudo que se movimente à sua frente, os spinners com duas hélices (muito barulhentos), que trabalham na superfície parecem ser melhores na sua captura. A isca, seja qual for, deve ser trabalhada de forma lenta e pausada, sendo comum a fisgada durante as famosas paradinhas. Iscas de meia água e flutuação neutra dão muito resultado em águas um pouco mais profundas. O uso de anti enrosco pode ser útil, quando queremos atraí-las desde de baixo de vegetações mais espessas. 

É um peixe muito produtivo na pesca com fly, sendo, porém, um grande destruidor de iscas deste tipo.

Após capturada, devemos tomar extremo cuidado ao manusea-la pois a mordida é muito perigosa, podendo causar ferimentos graves no pescador, sendo comum ouvirmos que  “a traíra mordeu, mesmo depois de morta”. Sua carne é muito saborosa, apresentando, porém, muitas espinhas, o que dificulta o seu consumo.