Capitólio

Bem chegou o mês de setembro, onde as águas começam a baixar e começa a temporada dos tucunarés aqui no Sudeste, após ler uma matéria o frio e os tucunaré escrita por Ricardo Rabello, fiquei curioso em conhecer a cidade de Capitólio, localizada ao sul de Minas, após alguns contatos com o Ricardo, eu e meu parceiro Gersinho Varolli, decidimos conferir se realmente lá existia bons tucunarés como haviam nos dito.

Dia marcado, tudo combinado, partimos dia 13/09 rumo à cidade de Capitólio-MG, chegamos a cidade pela manhã, o tempo não parecia nada agradável, e após dar uma olhada sobre a represa, já fiquei desanimado e comentei com o meu parceiro que eu achava que nós tínhamos entrado em uma roubada, pois não tinha cara que aquele lugar e com aquele tempo meio nublado acharíamos algum peixe.
Lá pelas 10:00hs da manhã chega o proprietário o Evandro, e nós já mais do que desanimados ainda tínhamos que esperar o nosso guia o Ricardo, que estava vindo de Franca nos encontrar.

Chega o Ricardo, já todo agitado, pedindo ao Evandro descer o barco, colocar ele na represa porque já estávamos mais do que atrasados, com um sorriso ainda sutil e cauteloso, ficamos um pouco mais animados mesmo assim ainda desconfiados com o local.

Logo que chegamos na marina meu pensamento começa a mudar, pois vi o tamanho da represa que nos esperava, ai o sorriso se abriu e acreditamos na possibilidade de uma grande pescaria.

No caminho ao primeiro ponto de pesca o Ricardo vai nos contando histórias de pescarias feitas naquela represa, e a gente cada vez mais nos animando.

Tralha montada, iscas preparadas começamos a dar os primeiros pinchos na superfície, estava ventando um pouco, a água estava um pouco fria, e isso não era um bom sinal, mas o Ricardo sempre otimista e bem humorado, não nos deixa desanimar por esses fatores. 

As horas vão passando e nenhuma ação nem o bom humor do Ricardo está fazendo efeito sobre nós quando ele para em um ponto já no final da tarde e diz que esse ponto sempre sai bons peixes. Começamos pinchar próximo à margem e quando de repente a primeira porrada na flor da água, eles estão em casa, e ai começa a pescaria, explosão atrás de explosão, muitos peixes capturados, fotografados e soltos, bem fim de pescaria esse dia, já estava anoitecendo e voltamos para a pousada para descansar.

No dia seguinte não foi diferente na parte da manha apenas algumas ações e mais nada. 

Somente na parte da tarde que eles começavam a dar as caras, partimos para uma grota que o Ricardo conhecia e nem preciso falar, só explosão na água, quando avistamos um tucunaré azul enorme, no mínimo uns 4 kg ele tinha, logo após a fêmea, afastamos o barco para o casal não nos ver e começamos a arremessar, ele atacou uma isca de superfície, mas errou o bote, depois disso ficou muito manhoso, pois ele estava acasalando, estava mais espantando a isca do que querendo pega-la, o guia disse para deixar um pouco de lado aquele peixe, pois ele já havia manjado a isca, quando de repente o Gersinho joga uma popper e com trabalhos contínuo e rápido vem a explosão, não era o casal, e sim um outro tucunaré que viu a sua isca, mas ele não deixava nada a desejar para os outros, um azulão de 3kg. 
Segundo nosso guia é fácil capturar peixes de médio a grande porte no local, claro quando as condições climáticas estejam favoráveis, pois pegamos duas frentes frias uma seguida da outra.

No visual vimos muitos tucunaré de grande porte, mas todos acasalando e muito manhosos.

Passamos por esse casal de tucunaré todos os dias para tentar embarca-lo, mas sem sucesso.

Os tucunaré dessa região são de uma força fora do comum, quando usávamos iscas de meia-água não sabíamos o tamanho deles até 

ele chegar a superfície, pois eles são realmente fortes, peixes de 1,5kg tomam linha de uma forma impressionante.

Bem o lugar é maravilhoso e de muitos peixes.

Segundo o guia nessa represa habitam também grandes dourados de 8kg pra cima.

Tentamos corricar, mas não obtivemos sorte.

Segundo  pescadores da região a melhor época para os dourados é no mês de novembro quando a água está bem quente.

 

Após cinco dias em Capitólio conseguimos capturar muitos peixes, nos divertimos muito e fomos abençoados por Deus pelas belas paisagens que existem por lá, o lugar é realmente lindo, com algumas cachoeiras que surgem no meio do nada nas grotas, as águas cristalinas, e os grandes peixes, vou sentir saudade do lugar mas com certeza irei voltar pois ainda faltou os enormes azuis e os dourados, mas com certeza oportunidade não irá faltar.  

Bem vocês acham que acabou, mas não acabou não, como estávamos de férias e nada para se fazer, a convite do Ricardo partimos para Franca na sua cidade para tentarmos mais alguns pinchos. 

Ficamos dois dias hospedados por lá, e fomos para Delfinópolis a 70km de Franca para tentar os amarelos. 

No primeiro dia achamos um cardume de amarelos.

Eles estavam começando a encardumar, com iscas de superfície sentíamos as explosões na flor da água, e quando erravam era só jogar uma meia-água  que era fatal. 

Pegamos muitos peixes e lá não foi diferente, vimos muitos azuis se acasalando, mas nenhum queria nos dar o ar da graça, mas nem por isso que os amarelos e as traíras deixaram de pegar nossas iscas.

No segundo dia acordamos e estava um vento gelado, tivemos até que nos agasalhar, chegando ao rancho, o caseiro disse que hoje seria um bom dia para se pescar, pois quando dava aquele vento cedinho, a tendência era o vento para com o passar do dia, dito e feito o vento parou, na parte da manha tive muitas ações de traíras mas não consegui capturar nenhuma, mas era ação atrás de ação, eu pensei, hoje o dia promete mesmo, paramos em uma grota, e o Gersinho arremessou uma zara e venho trabalhando quando vimos uma enorme traíra vindo atrás de sua isca, ele continuou trabalhando a isca e parou, foi quando ela abocanhou a isca e ele a fisgou, ela venho pranchando em direção do barco se fazer força alguma, quando de repente ela começa a tomar a linha e afundar, o guia começou a tirar o barco para o limpo, e ela continuando a tomar linha, quando ela acha uma galhada e enfia a cara para a nossa decepção, a isca enrosca e o bicho se solta nos deixando muito frustrados, era uma senhora traíra, a maior que eu já tinha visto na minha vida, parecia um tronco na água, por baixo ela deveria ter uns 5kg, ela era enorme. 

O dia se seguiu com belas e muitas capturas e assim foi indo até o fim do dia, o lugar também é muito bonito, e existem ótimos pontos para quem é aficionado por esse peixe que nos traz muitas alegrias, e o final da pescaria chega, e vamos embora levando conosco muitas lembranças dos lugares que passamos e das novas amizades que fizemos, e já preparando para voltar em breve ao encontro dele que nos trás tantas alegrias que para mim até hoje é a estrela principal o Tucunaré. 
Para quem quiser conhecer um pouco desses lugares vocês podem entrar em contato com o Ricardo Rabello, o nosso guia que nos acompanhou durante toda essa semana, que conhece muitos pontos, próximo a São Paulo, aqui vai meu agradecimento a ele e ao meu parceiro Gersinho Varolli que me proporcionou uma imensa alegria em pescar ao vosso lado.

GUIA:
Ricardo Rabello
(016) 3702-1440

e-mail
pecofly@bol.com.br

ONDE FICAR:
Pousada Califórnia
Rodovia MG 050, km 27
4 km da cidade de Capitólio - MG
Contato: Evandro (37) 9983-6373 / 9954-9431

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