FEBRE MACULOSA

ALERTA

Nós pescadores estamos sempre nos aventurando por locais cercado de mata, mais selvagens e hoje estamos correndo um risco considerável, pois a febre maculosa é uma realidade presente principalmente na região sudeste. Então vamos saber um pouco mais sobre ela e como tentar nos proteger.

A Febre Maculosa é uma doença febril aguda de gravidade variável, causada por bactéria e transmitida por carrapatos infectados.Os vetores transmissores são conhecidos como “carrapato estrela”, “carrapato de cavalo” ou “rodoleiro”, as larvas por “carrapatinhos” ou “micuins”, e as ninfas por “vermelhinhos”.

O carrapato Amblyomma cajennense é um ácaro da família Ixodidae popularmente conhecido por carrapato-estrela, rodoleiro, picaço ou rodolego, na fase adulta; carrapato-pólvora, carrapato-fogo, carrapato-meio-chumbo ou carrapatinho, na fase de larva (primeiro estágio após a fase de ovo); e vermelhinho, na fase de ninfa (segundo estágio após a fase de ovo).
No meio agrícola do Sudeste do Brasil, trata-se da principal espécie de carrapato que ataca o homem. Seu ataque freqüentemente resulta em intenso prurido no homem, que comumente conduz à formação de lesões nos locais das picadas, causadas pelo ato de coçar. A cicatrização dessas lesões é lenta, podendo demorar meses. Além disso, o carrapato-estrela apresenta grande importância médico-veterinária por ser o transmissor dos organismos que causam a babesiose eqüina no Brasil e a febre maculosa na América Central, na Colômbia e no Brasil.

O Amblyomm. cajennense é um carrapato trioxeno, ou seja, necessita de três hospedeiros iguais ou diferentes para completar seu ciclo biológico. Isto se deve à mudança de estágios de desenvolvimento (larva a ninfa, ninfa a adulto) assim como a oviposição deste ácaro sempre se dá no solo. Seus hospedeiros preferidos são os eqüinos e a capivara.

Ataca também vários outros mamíferos, como veado, porco, porco- do-mato, cão, cachorro-do-mato, carneiro, cabra, coelho, anta, tamanduá, cotia, coati, tatu, gambá e rato-do-banhado.

Pode ser ocasionalmente encontrado em aves domésticas e silvestres que vivem em locais infestados, ou mesmo em animais de sangue frio (ofídios). O homem pode ser atacado pelas larvas, ninfas e pelos adultos do carrapato.

A transmissão ocorre pela picada do carrapato infectado. Para que a bactéria R.rickettsii se reative e possa ocorrer infecção no homem, há necessidade que o carrapato fique aderido por algum tempo de 4 a 6 horas. Pode ocorrer também contaminação através de lesões na pele, pelo esmagamento do carrapato.

Sinais e Sintomas: A doença tem um começo súbito com febre moderada a alta que dura geralmente de 2 a 3 semanas e é acompanhada de dor de cabeça,calafrios, “olhos vermelhos”, sintomas muito parecidos com o da gripe . Ao terceiro ou quarto dia pode se apresentar pintas na pele de cor rosa, em torno do punho e tornozelo, de onde se irradia  para o tronco, face , pescoço, palmas das mãos e solas dos pés.

A mortalidade é aproximadamente de 20% na ausência de um tratamento especifico.A morte é pouco comum quando se aplica o tratamento precocemente.

Medidas Preventivas: 

Quando for necessário caminhar por áreas infestadas por carrapatos, vistoriar o corpo em busca de carrapatos em intervalos  de 3 horas,pois quanto mais rápido for retirado o carrapato , menor serão os riscos de contrair a doença.

Barreiras físicas: calças compridas com a parte inferior por dentro das botas e fitas adesivas dupla face lacrando a parte superior da bota. Recomenda-se o uso de roupas claras, para facilitar a visualização  dos carrapatos.

Não esmagar carrapatos com as unhas, pois com o esmagamento pode haver liberação das bactérias rickettsiis que têm capacidade de penetrar através de microlesões na pele.

Evitar caminhar por áreas de grama ou mato alto, principalmente quando houver mamíferos pela região como gado, equinos e capivaras.

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